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Hodierna explica composição do preço da passagem do transporte urbano em resposta ao pedido de redução do valor do vereador Edno Gonçalves

O custo do transporte coletivo urbano de Concórdia foi comentado em alguns momentos nesta semana de Sessões Ordinárias da Câmara de Vereadores pelo vereador Edno Gonçalves (PDT). O vereador pede que a Prefeitura reanalise o valor cobrado pelo passe que é de R$ 3,65. A justificativa de Gonçalves é que o diesel, que faz parte da planilha de custos, terá uma redução de R$ 0,46 centavos, por isso a população precisaria ser beneficiada.

Para esclarecer as declarações do vereador, a empresa Hodierna, que tem a concessão do serviço, com o prazo de 12 anos, solicitou espaço para manifestação na tribuna do Poder Legislativo, na manhã desta quinta-feira, 7. Os dados foram apresentados por um dos diretores da empresa, Dagnor Schneider.

Conforme ele, pela primeira vez a empresa tinha espaço na para se manifestar sobre o assunto. “O Poder Legislativo cumpre a função social de fazer a representatividade de toda a sociedade, por isso quando as manifestações são feitas e terão impacto na comunidade precisam ser feitas com fatos e dados, sob o risco de provocar desgastes de imagem de pessoas e entidades”, comentou ao dizer que recebeu com “surpresa as manifestações do vereador”.

Schneider apresentou as planilhas de valores e a composição de itens que acabam por formar o preço da passagem para o consumidor final, entre elas o diesel, folha de pagamento, valor dos veículos usados no transporte, benefícios ao colaboradores. Conforme os dados apresentados pela empresa, o preço do bilhete em Concórdia deveria ser de R$ 4,69, mas o preço autorizado pelo Executivo, no começo deste ano chegou a R$ 3,65. Ou seja, uma diferença de R$ 1,05.
O diretor aponta que a empresa chegou ao fim de 2017 com um prejuízo de R$ 100 mil, além de ter 2 ônibus a mais em operação do aqueles exigidos no contrato assinado ainda no ano de 2014, - seriam 24 veículos - com uma outorga de R$ 1,7 milhão pelo direito de explorar o serviço. “Nós temos uma planilha de custo apresentada para compor o valor do bilhete e o diesel está com o custo de R$ 3,37 mesmo com o desconto de R$ 0,46 centavos”, detalhou ao exemplificar que entre janeiro e junho do ano passado foram registradas 94 variações no valor do diesel, para mais ou para menos, dentro da Petrobrás.

Na prática, Schneider destaca que para diminuir o custo da tarifa é preciso aumentar o número de usuários, que nos últimos anos se mantem de forma estável. Para ele, é preciso que haja uma mudança no sistema de transporte urbano, para que o serviço de qualidade seja mantido para a população concordiense.

Ele pontuou que seria preciso reavaliar o contrato e as cláusulas e, se levado em conta todos os custos, o valor precisaria ser majorado. Ele lembrou que empresas concessionárias têm cobrado na justiça a diferença dos valores que deveriam ser autorizados pelo Poder Executivo. ““Nós estamos à disposição para sempre prestar esclarecimentos e melhorar o serviço prestado para a comunidade”, destacou Schneider.

No Grande Expediente, o vereador Edno Gonçalves, voltou a se manifestar sobre o assunto. “Se em 2 de janeiro foi concedido o aumento de 12% no valor da passagem, feito com base na planilha de custos, em tese elas têm que estar corretas em todos os dados, mesmo que neste período de tempo tenha tido variação dos componentes, é justo que agora também se reveja a situação”, disse ao pedir que a reavaliação deve ser “feita por uma equipe técnica e responsável”, levando em consideração as planilhas de custo apresentadas pela empresa.
 
Protocolos desta Publicação:Criado em: 07/06/2018 - 16:38:12 por: Divaleia Salete Casagrande - Alterado em: 07/06/2018 - 16:38:44 por: Divaleia Salete Casagrande

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